Sinal verde para abrir bancos privados abre uma nova fase na China

Depois de passar décadas dependendo dos bancos estatais, o governo chinês vai agora permitir a criação de novos bancos privados, abrindo um setor mantido largamente à margem do capital privado e reconhecendo indiretamente que o sistema atual não está funcionando.

O programa aprovado na semana passada pela liderança do Partido Comunista propôe permitir que investidores privados, que preencham certos requisitos ainda não definidos, possam abrir bancos pequenos e médios e outras instituiçôes financeiras.

A iniciativa, ainda que vaga, indica uma disposição maior do governo de apoiar o setor privado chinês, que, apesar se ser uma parte cada vez mais importante da economia, sofre com a falta de recursos, há muito controlados pelas empresas estatais.

A decisão, que ocorre após várias empresas pequenas e conhecidas terem expressado interesse em estabelecer bancos, marca uma mudança na estratégia do governo. O sistema bancário da China foi por décadas efetivamente um domínio exclusivo das estatais, cujos diretores respondem aos líderes do governo. Figuras tradicionais no modelo econômico chinês, os bancos transformam a prodigiosa poupança das famílias chinesas em capital barato destinado às estatais.

Embora esse modelo tenha sustentado o boom de crescimento na China, ele levou a excesso de capacidade, subutilização da infraestrutura e endividamento elevado. O governo vem há anos exortando os bancos a emprestar mais às empresas privadas, que geralmente têm dificuldade em obter financiamento, e ajudá-las assim a desenvolver o seu potencial. Como esse esforço não foi

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