Santander anuncia adesão à cláusula sobre assédio moral

Em rodada de negociação ocorrida nesta quinta-feira, 25/11, representantes do Grupo Santander Brasil anunciaram que o banco vai aderir a cláusula 51ª da Convenção Coletiva de Trabalho 2010/2011. A cláusula trata de prevenir conflitos no ambiente de trabalho e promover ações e comportamentos adequados para esse fim. 

Durante a Campanha Nacional deste ano, foi definido que a adesão à cláusula seria voluntária e o Santander foi o primeiro banco a se pronunciar sobre isso. O Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho observa  os seguintes princípios: 

 

a) Valorização de todos os empregados, promovendo o respeito à diversidade, à cooperação e ao trabalho em equipe;

b) Conscientização dos empregados sobre a necessidade de construção de um ambiente de trabalho saudável; e

c) Promoção de valores éticos, morais e legais.

 

“É uma vitória para os bancários do Grupo Santander Brasil que o banco tenha cedido e concordado em adotar medidas para combater o assédio moral. Sabemos que é muito grande a pressão dentro da empresa e a cada dia chegam até nós denúncias de abusos cometidos pelos gestores. Essa adesão contribuirá para coibir práticas de violência organizacional”, afirma Alberto Maranho, diretor da FETEC-CUT/SP. 

O banco também informou que orientou, em reuniões e treinamentos, pela não fixação de metas individuais para caixas e entregou um documento comprovando que orientou por meio da intranet sobre o direito ao gozo de 30 dias de férias. 

A reunião também avançou com relação aos assuntos que haviam sido debatidos nos grupos de trabalho. O banco ficou de analisar a implantação de facilidades para os funcionários com deficiência, tais como telefone especial e avisos sonoros para deficientes auditivos, cadeiras motorizadas e ajustar configuração dos elevadores para melhorar acessibilidade aos cadeirantes. Os representantes dos bancários solicitaram que o banco informe o número de trabalhadores portadores de deficiência, qual o tipo de deficiência, quais cargos ocupam e onde estão lotados. 

Outra reivindicação do grupo de trabalho que foi atendida pelo banco foi a entrega do modelo de todas as correspondências enviadas aos funcionários com os procedimentos em caso de licença médica. O banco também concordou em disponibilizar uma cópia de depoimentos a todos os trabalhadores que forem convocados pela GOE, mas negou que o funcionário seja acompanhado por um dirigente sindical ao depor. Sobre horas extras, o banco se comprometeu a negociar a compensação de maneira planejada entre gestor e funcionário.

Integração tecnológica – Os representantes dos bancários exigiram que o banco informe ao sindicato responsável a lista de funcionários convocados para trabalhar toda vez que fizer simulações durante o fim de semana, e que, além de pagar todos os direitos trabalhistas devidos também compense-os com uma ausência abonada. O banco fará uma avaliação sobre o assunto e se comprometeu em responder o mais breve possível.

Redução de comissão de função – Após uma ampla discussão sem chegar a uma conclusão, uma nova reunião foi marcada para o dia 3/12 especificamente para debater o tema.

Pendências – A reunião de hoje ficou com as seguintes pendências: a continuidade do Pijama; condições de trabalho no call center; fechamento de centros operacionais; e tercerização. Uma nova rodada de negociação deve ser marcada para janeiro de 2011.

“A reunião ocorrida hoje foi produtiva. Conseguimos avançar em muitos pontos, mas precisamos continuar atentos e continuar cobrando que o banco responda às questões que ficaram pendentes”, afirma Estanislau Fernando (Pança), diretor da FETEC-CUT/SP.

Fonte: Fetec-CUT/SP

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