Representantes do Sindicato e do Bradesco discutem problemas de sequestros no Ministério do Trabalho.

Representantes do Sindicato e Bradesco, estiveram reunidos hoje (14/06), na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho em Jundiaí, para discutir os problemas de sequestros de bancários e familiares na região.

Estiveram presentes os diretores do Sindicato, Douglas Yamagata, Sandro Bacan, Paulo Mendonça, Antonio Cortezani e Silvio Rodrigues da Silva Santos, além dos representantes do banco Sr. Waldir Roberto de Faria e da diretora de Assuntos Sindicais, Sra. Silvia Eduara.

Os representantes do Sindicato colocaram que já houveram três sequestros de bancários (e familiares) na região nos últimos tempos e que os mesmo estão sendo demitidos por justa causa. Além disso, houveram mais duas tentativas de sequestros e um assalto na região. Atentaram que estes problemas têm sido exclusivos do Bradesco, e desta forma, devem existir falhas graves no sistema de segurança do banco. Informaram também, que os funcionários desconhecem as normas de segurança e como proceder em caso de seqüestro – e que é necessário que o banco dê orientações a respeito.

Os representantes do Bradesco disseram que os funcionários têm conhecimento das normas de segurança quando ingressam no banco e que as demissões por justa causa ocorrem por este descumprimento. No entanto, se negaram a explicar o funcionamento dos procedimentos a ser adotados em caso de seqüestro, alegando que são informações sigilosas. Disseram ainda, que nos casos em que houveram sequestros e o bancário seguiu as orientações, os desfechos foram positivos.

Após muitas discussões, a representante do Ministério do Trabalho, Sra. Rosana Pelaez, lavrou documento em que o Bradesco se compromete a realizar reuniões para reforçar as normas de segurança a serem adotadas pelos empregados nos eventos de sequestros e assaltos. O banco tem prazo de 60 dias para orientar os funcionários de todas as agências da região.

“Acreditamos ser um bom começo de discussão. Os bancários não conhecem as normas de segurança e é necessário que banco reforce a explicação das normas a todos, inclusive de como proceder em caso de sequestros. No entanto, ainda ficaram questões que nos preocupam, tais como, a demissão por justa causa em caso de pagamento do seqüestro, e que achamos um absurdo. Temos que avançar no aprimoramento das cláusulas sobre segurança bancária na nossa Convenção Coletiva de Trabalho e estaremos enviando propostas do Sindicato para que sejam incluídas nas discussões da Campanha Salarial 2012.” – comenta Douglas Yamagata, secretário geral do Sindicato e funcionário do Bradesco.

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