Pedido formal de apoio a bancos da Espanha deve sair nos próximos dias

O ministro da economia da Espanha, Luis de Guindos, disse nesta quinta-feira (21) que o pedido formal de apoio para os bancos do país deve ser feito nos próximo dias, e que todos os detalhes do resgate bancário devem ser finalizados ante do final de julho.

O ministros das finanças da zona do euro e autoridades se encontraram nesta terça-feira para discutir o resgate espanhol para bancos. A Espanha, no entanto, aguarda os resultados das auditorias nos bancos, que devem ser finalizados nesta quinta, para definir o pedido de ajuda.

“O que é importante é a execução dos testes de estresse pelos avaliadores independentes e ver quais serão os passos que vamos tomar no futuro para levar a cabo a injeção de capital que uma parte do sistema bancário espanhol necessita”, disse Guindos.

Ajuda da € 100 bilhões
No início do mês, os ministros de Economia e Finanças da zona do euro concordaram em conceder à Espanha um pacote de resgate de até € 100 bilhões para recapitalizar seus bancos.

Na ocasião, o governo espanhol também declarou intenção de solicitar ajuda financeira. “O Eurogrupo foi informado de que as autoridades espanholas apresentarão um pedido formal muito em breve e está aberto a responder favoravelmente a tal solicitação”, disse então o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker. “A quantia emprestada deve cobrir as necessidades de capital com uma margem adicional de garantia, estimada em um total de € 100 bilhões”, afirmou.

Segundo Guindos, o Fundo Monetário Internacional (FMI) participará como supervisor. A zona do euro não pedirá um pacote de austeridade à Espanha em troca da ajuda, diferentemente da Grécia, da Irlanda e de Portugal, que também receberam empréstimos financiados pela zona do euro e pelo FMI.

Se o governo espanhol finalmente pedir a ajuda europeia, será o quarto país da zona do euro a receber um resgate de seus sócios, após Grécia, Portugal e Irlanda. Segundo as agências, a zona do euro exigiria que a Espanha estabilize o setor financeiro.

Fonte: G1

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