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Greve cresce em seu sétimo dia

Greve dos bancários entra no sétimo dia, com mais de 5 mil agências paradas

 

Contraf/CUT   

14 /10 / 2008

A greve nacional dos bancários completa sete dias nesta terça-feira, com mais de 5 mil agências paralisadas em todo o país. Todas as assembléias dos 148 sindicatos representados pelo Comando Nacional, realizadas nesta segunda-feira à noite, mantiveram a continuação da greve até que a Fenaban apresente uma proposta que contemple as reivindicações da categoria. A últimas bases que ainda não haviam entrado em greve, Vale do Ribeira (SP) e Criciúma (SC), também aprovaram a paralisação.

Por iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT), que entrou com pedido de dissídio coletivo, nesta terça-feira 14 haverá audiência de conciliação entre o Comando Nacional e a Fenaban no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em São Paulo. Os bancários estão programando manifestação em frente à sede do tribunal durante a reunião, que começará às 14h.

“Para atender à convocação, os bancários participarão da audiência de conciliação, mas é preciso deixar claro que a Contraf/CUT, por princípio, é contrária à interferência da justiça do trabalho nos conflitos entre capital e trabalho”, afirma Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. “A disputa entre trabalhadores e empresas deve ser resolvida na mesa de negociações, sem interferência do Estado.”

A greve ampliou-se nesta semana, apesar da truculência das empresas, que aumentam os pedidos de interdito proibitório e as ameaças aos trabalhadores para impedir o direito constitucional de greve. Em contrapartida, vários sindicatos do país estão conseguindo derrubar os interditos proibitórios na Justiça (veja mais aqui).

O Comando Nacional dos Bancários, em reunião realizada sábado em São Paulo (veja mais aqui), orientou pela continuidade da greve até que a Fenaban apresente uma proposta que contemple as reivindicações da categoria. O Comando fará nova reunião nesta quarta-feira 15.

Os bancários rejeitaram na semana passada proposta de reajuste de 7,5% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), por considerá-la insuficiente e não condizente com a alta rentabilidade do setor. Pela proposta, a PLR (participação nos lucros e resultados) seria inferior à paga no ano passado.

As principais reivindicações dos bancários são:
. 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35%).
. Valorização dos pisos salariais.
. Aumento do valor e simplificação da distribuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
. Vale-refeição de R$ 17,50.
. Cesta-alimentação equivalente a um salário mínimo (R$ 415,00).
. Fim das metas abusivas e do assédio moral
. Mais segurança nas agências.
. Mais contratações.

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