Futuro da Cassi: propostas do BB vão onerar trabalhadores da ativa e aposentados

O futuro da Cassi: custeio x sustentabilidade. Propostas do BB vão onerar trabalhadores da ativa e aposentados

Funcionários da ativa, aposentados e pensionistas do Banco do Brasil reuniram-se na noite desta quinta-feira (5), na sede do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, para discutir assuntos financeiros e operacionais da Cassi, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. O encontro, cujo objetivo foi o engajamento de todos frente aos problemas de déficit relacionados à Cassi, contou também com dirigentes da Fetec.

“Esse é um momento importante para esclarecimentos, porque as propostas do banco para o custeio da Cassi não são boas, onerando associados da ativa e aposentados”, lembrou Paulo Malerba, diretor do Sindicato e funcionário do BB. A quebra do princípio da solidariedade e a cobrança por dependente estão entre as propostas do banco, que interrompeu a mesa de negociação, chegando a propor mudanças na governança, com diretorias controladas por agentes de mercado. O diretor Silvio Rodrigues ressaltou que a proposta unilateral apresentada pelo BB motivou a realização do evento, levando aos funcionários esclarecimentos necessários para que a negociação seja fortalecida.

A preocupação dos diretores do Sindicato vai além, com a preservação da paridade na gestão, não ao voto de minerva e a luta contra as resoluções da CGPAR. O Sindicato é contra o voto de minerva, que fere o princípio da equidade entre banco e associados. Se implantado, delegaria ao patrocinador, o BB, o voto de desempate em qualquer situação.

A dirigente da Fetec, Silvia Muto, defende um tratamento de forma igualitária, com otimização de recursos, modernização, redução de gastos e uma proposta de sustentabilidade, que garanta a perenidade da Cassi, com investimentos direcionados a mudanças estruturais. “Custeio é caixa, enquanto sustentabilidade é como manter a Cassi nas próximas décadas’.

João Fukunaga, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, explicou a importância de fortalecer a Estratégia Saúde da Família e Clinicassi, com a redução de gastos e um atendimento preventivo. Segundo a proposta do BB, a contribuição do banco para a Cassi se manteria em 4,5% e a dos associados passaria para 4%, o que tornaria permanente a contribuição extraordinária de 1%, que valeria apenas até dezembro de 2019.

A cobrança por dependente onera todos os associados e especialmente os aposentados. “O banco propõe a quebra do princípio da solidariedade, que garante o atendimento para todos. Quem ganha menos, pagará mais por dependente. Na cobrança por dependente está claro que o BB quer retirar o cônjuge do plano, que não tem limite de idade e faz mais uso dos serviços”, lembrou o diretor.

 

Cobrança por dependente

 Os aposentados teriam de contribuir com 100% do valor base (R$ 360,57) para o primeiro dependente e mais 20% do valor para o segundo em diante (R$ 72,11).

Já para os ativos, seria 40% do valor base por dependente até o terceiro (R$ 144,23 por dependente), mais 20% do valor base (R$ 72,11) a partir do terceiro dependente.

Ficaria estabelecido o teto de 10% do salário.

fonte: Seeb Jundiaí

Confira a tabela:

Dependente fica mais caro que titular

R$ 2.718,00 (salário de escriturário)

4% = R$ 108,72

Contribuição para 1º dependente – ativos = R$ 144,23

Contribuição para 1º dependente – aposentados = R$ 360,57

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