Financeiras retomam negociações nesta quinta-feira 10

Financeiras retomam negociações nesta quinta-feira 10

Nesta quinta-feira 10, os representantes dos trabalhadores voltam a se reunir com a Fenacrefi (Federação Nacional das Financeiras) para a retomada das negociações de renovação do acordo coletivo.

A exemplo dos anos anteriores, a entidade patronal optou por adiar a conclusão do processo negocial para após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários. Desde a entrega da minuta, apenas duas rodadas de negociação foram realizadas, uma no dia 24 e a outra em 27 de agosto, quando os representantes dos trabalhadores insistiram no debate sobre a unificação da data base, a extensão do acordo coletivo para mais trabalhadores e o combate ao assédio moral e metas abusivas.

“A Fenacrefi tem que nos trazer respostas para os pleitos dos trabalhadores”, afirma José Roberto Machado, diretor da FETEC-CUT/SP. “Nas rodadas anteriores, a federação patronal negou o debate sobre a inclusão das comissões nos holerites, ficou de estudar a unificação da data base e de cobrar das filiadas a adesão ao instrumento de combate ao assédio moral”.

No que diz respeito às comissões, cerca de 80% da remuneração mensal do financiário é proveniente desse tipo de retribuição paga pela prestação de serviços. Só que as empresas pagam por fora do holerite, o que impede a incidência nas férias, 13º salário, Fundo de Garantia e recolhimento para a Previdência Social. A Fenacrefi nega a reivindicação, alegando tratar-se de gestão de cada empresa.

Com relação à data base, hoje existe uma variação por região – em São Paulo é 1º de junho. Por isso, os trabalhadores defendem a unificação, a exemplo dos bancários, de forma a dar um salto de qualidade no processo de contratação da categoria.

Além disso, os trabalhadores insistem no combate ao assédio moral de maneira a eliminar os adoecimentos mentais, dentre outros. Embora a cláusula já exista, a Fenacrefi reconhece que até o momento não houve adesão por parte das empresas, mas se compromete em renovar a cláusula emitindo orientações às empresas para que cumpram as regras de combate.

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