29/12/2008

Fidelity faz piada com o bônus dos funcionários

 
A terceirizada Fidelity acaba de pagar um “bônus” de final de ano para os funcionários que é uma verdadeira piada. Cada trabalhador ganhou R$ 10, isso mesmo, R$ 10. O valor causou indignação e irritou ainda mais os funcionários, que sofrem o ano inteiro com o descaso da empresa.

O bônus de final de ano foi solicitado pelo Sindicato no dia 12 de novembro. De lá para cá, os representantes dos trabalhadores não tiveram nenhuma resposta. O Sindicato, inclusive, tentou contatar por diversas vezes o novo diretor de Recursos Humanos da Fidelity, Rosenvaldo Medeiros, que não deu retorno aos trabalhadores.

“No dia 17 de dezembro, reiteramos o pedido do bônus para o presidente da empresa (Emílio Navas Cominato) no valor de um salário. No dia seguinte ele anunciou que iria pagar R$ 10 para cada funcionário. Valor irrisório, uma verdadeira afronta. Seria melhor não ter pagado nada”, comenta o diretor da Contraf-CUT, Lindiano José da Silva.

O dirigente diz que enquanto a Fidelity paga R$ 10 para seus empregados, certamente a empresa está dando, nesta época, presentes caríssimos para agradar as direções dos bancos que contratam seus serviços, como o Bradesco e o Real. “Vale lembrar que essas 'lembrancinhas' são dadas à custa da precarização do emprego dos bancários e com a perda de direitos dos trabalhadores. Vamos continuar a pressão para garantir o bônus porque este valor pago não vale”, destaca.

Vila Matilde - Os funcionários da Fidelity que trabalham no departamento do Bradesco da Vila Matilde têm reclamado das instalações e da falta de condições de trabalho. No local, falta ar-condicionado, o refeitório não tem lugar para todos e cheira mofo e não há ao menos um armário para os trabalhadores guardarem seus pertences.

Além desses problemas, os funcionários ainda sofrem com a constante extrapolação da jornada, fato que ocorre quase que diariamente. “Vamos solicitar uma reunião com a Fidelity para cobrar uma solução para esses problemas. A falta de condições de trabalho é gritante e o local precisa de várias correções urgente”, diz Lindiano.

Fonte: Seeb São Paulo

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