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FETEC SP protocola denúncia contra Bradesco na Superintendência do INSS

   

A FETEC/CUT-SP entregou, oficialmente, nesta quarta-feira (24), à Superintendência do Instituto de Seguridade Social em São Paulo-SP, denúncia contra o Bradesco, por conta de práticas discriminatórias envolvendo funcionários acometidos por LERs/Dort.

Conforme denúncias, o banco lista os trabalhadores afastados por motivo da doença para posterior demissão. O caso é objeto de ação civil pública promovida pelo Ministério Público do Trabalho da 2ª Região em São Paulo, inclusive com indicação para que os efeitos da decisão sejam aplicados em nível nacional, uma vez que existem denúncias de práticas semelhantes por todo o país.

Segundo depoimentos colhidos durante a investigação, a instituição financeira estaria pedindo aos empregados que solicitem alta no INSS e, posteriormente, os dispensaria sob a alegação de que seria mais benéfico ao trabalhador diante da possibilidade do recebimento do FGTS e da multa fundiária.

Embora a juíza da 82ª Vara do Trabalho de SP tenha se declarado como incompetente para o julgamento, houve recurso ordinário por parte do Bradesco, motivo pelo qual o processo foi distribuído para a 2ª Turma do TRT da 2ª região, onde aguarda decisão.

Para a FETEC/CUT-SP, existem inúmeras evidências de que a prática, considerada criminosa pela entidade, esteja ocorrendo em várias regiões do país. “Tudo indica que sejam irregularidades atrás de irregularidades, pois, além de fazer os funcionários adoecerem, o Bradesco estaria se valendo de artimanhas para lesar bens públicos, na tentativa de se eximir de culpa”, afirma Crislaine Bertazzi, diretora de Saúde da FETEC SP.

Diante dos prováveis desrespeitos aos trabalhadores lesionados, a FETEC SP protocolou cópia do processo judicial contra o Bradesco na Superintendência do INSS, que se comprometeu em estudar a melhor forma de encaminhar a denúncia.

Paralelamente, a FETEC SP, juntamente com os seus sindicatos e a Contraf/CUT, analisarão os próximos encaminhamentos, de maneira com que a verdade venha à tona, seja punida se for o caso e, sobretudo, garantidos o respeito e os direitos dos trabalhadores.


Lucimar Cruz Beraldo

 

Fonte: Fetec/CUT

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