Fenaban nega reivindicações de segurança da categoria

Nesta terça-feira 6, o debate entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) foi sobre segurança. Os representantes dos banqueiros demonstraram muita irritação e deram continuidade ao festival de nãos.

 

Mesmo com um tema tão presente diariamente nos jornais de todo o país, a Fenaban se recusou a discutir as reivindicações dos bancários e a negociação sobre o tema terminou com poucos avanços. Apenas a questão sobre câmeras de segurança e transporte de valores ficaram pendentes, com promessa de resposta por parte da Fenaban.

Ao serem questionados sobre a guarda das chaves e acionador de alarmes, afirmaram que os sequestros de gerentes ocorrem pelo cargo que possuem e não pela portabilidade dos itens citados. “Os banqueiros demonstraram descaso com a segurança dos trabalhadores e dos clientes ao se negarem em debater temas tão importantes. Os assaltos chamados saidinha de bancos acontecem quase diariamente no Brasil. Precisamos de respostas sobre segurança para tranquilizar os bancários e os clientes”, reforça Luiz César de Freitas, o Alemão, presidente da FETEC-CUT/SP.

Outro item da pauta foi o uso de celular, o Comando questionou sobre quais são as orientações da Fenaban, já que cada banco tem orientações específicas aos bancários e vigilantes, mas não tiveram resposta, pois não realizaram um debate interno sobre o tema. “Não é certo que os funcionários tenham que parar suas funções para abordar os clientes que utilizam celulares. Isso é constrangedor para o trabalhador. Além disso, os bancários têm o direito de se comunicarem por meio de seus celulares.”, comenta Alemão.

Houve um retrocesso em relação ao que vinha sendo debatido como portas giratórias, divisórias nos caixas, fechamento da agência e liberação de funcionários em caso de assalto, e encaminhamento médico e psicológico foram reencaminhados, pela Fenaban, à mesa temática. Na reunião também foi citado a CAT, mas a Fenaban afirmou que esse debate é na mesa de saúde e se negaram a discutir. “Apesar de ser um tema vital, os bancos ou disseram não às demandas dos bancários ou protelaram as discussões, demora muito prejudicial para quem é vítima dessa violência. Com essa postura, os bancos demonstraram pouco interesse no assunto, já que ampliar medidas de segurança nas agências significa diminuir riscos e garantir a integridade física de trabalhadores e usuários de bancos”, critica Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato e uma das coordenadoras do Comando.

Estatística – Pesquisa feita pela Contaf CUT e Confederação Nacional dos Vigilantes, mostra que no primeiro semestre de 2011 ocorreram 838 ataques, 537 arrombamentos e 301 assaltos em bancos de todo o país. Além disso, foram 31 os mortos vítimas de assalto, sendo 20 em saidinhas de bancos. “Os bancos perderam a oportunidade de dar uma resposta concreta para os bancários e para a toda a sociedade, que está assustada com a escalada de mortes, assaltos e explosões de caixas eletrônicos”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. “Os bancos estão tirando o corpo fora, jogando a responsabilidade para os clientes e a segurança pública. A sociedade está cobrando medidas preventivas dos bancos e certamente apoia os bancários nessa luta”, sustenta.

 

Juliana Satie

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