Em reunião com Portela, Contraf-CUT afirma que emprego é prioridade

 

Em reunião com Portela, Contraf-CUT afirma que emprego é prioridade

 
Crédito: GERARDO LAZZARI/SEEBSP
GERARDO LAZZARI/SEEBSP Presidente do Santander Brasil recebeu bancários

A garantia de emprego é prioridade para o movimento sindical. O recado foi dado pela Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, durante reunião ocorrida nesta quarta-feira (13) com o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, na sede do banco, na capital paulista.

O encontro durou cerca de uma hora e havia sido solicitado através de cartas enviadas pelas duas entidades sindicais, após várias especulações divulgadas pela imprensa sobre uma possível venda da subsidiária brasileira do banco, diante da crise financeira na Espanha.

Participaram da reunião o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, e a presidenta e a diretora de finanças do Sindicato, Juvandia Moreira e Rita Berlofa, respectivamente.

“Manifestamos a grande preocupação com o emprego dos 55 mil funcionários do banco e expressamos a necessidade de diálogo permanente com as entidades sindicais sobre a situação do banco e as medidas de gestão que envolvam os trabalhadores”, afirma Cordeiro.

Portela reiterou que “o banco não está à venda”, repetindo declarações já feitas à imprensa. Ele também explicou que o Santander não precisará utilizar o resgate financeiro disponibilizado pela União Europeia para os bancos espanhóis. “Ele manifestou ainda disposição de continuar dialogando com o movimento sindical sempre que necessário”, diz o presidente da Contraf-CUT.

Pelo banco, além de Portela, estiveram presentes a vice-presidente de Recursos Humanos, Lilian Guimarães, e o superintendente e a assessora de Relações Sindicais, Jerônimo dos Anjos e Fabiana Ribeiro, respectivamente.

Concentração bancária

Os dirigentes sindicais também demonstraram preocupação com o processo de concentração bancária no Brasil. “Nos últimos anos, circularam muitos boatos sobre fusões de bancos, sendo que alguns viraram realidade, como o Santander e o Real, e o Itaú e o Unibanco, enquanto outros não se concretizaram, como a venda do HSBC”, destaca o presidente da Contraf-CUT.

O Brasil é hoje um dos países com maior concentração do sistema financeiro. “Atualmente os seis maiores bancos detêm 81% dos ativos e 83% das operações de crédito, sendo que em 1999 os então seis maiores bancos detinham 59% dos ativos e 50% das operações de crédito”, explica o dirigente sindical.

Para Cordeiro, “o resultado desse processo de fusões foi bom somente para os bancos, pois eles aumentaram as taxas de juros e as tarifas bancárias, e turbinaram os lucros, enquanto milhares de empregos foram fechados, prejudicando os trabalhadores e o atendimento da população”. O dirigente sindical lembra que somente a fusão do Itaú e Unibanco representou o corte de 7.728 postos de trabalho entre março de 2011 e março de 2012.

A Contraf-CUT já pediu audiências ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao Banco Central para discutir o problema da concentração bancária. “Além disso, estamos tomando outras iniciativas, como a discussão junto ao governo federal para a convocação de uma conferência nacional sobre o sistema financeiro”, destaca Cordeiro.

“Não podemos permitir um novo processo de fusão/aquisição gere novos danos para a sociedade brasileira, principalmente no momento em que existe enorme necessidade de que o setor financeiro contribua definitivamente para o desenvolvimento econômico com distribuição de renda e justiça social”, salienta o presidente da Contraf-CUT.

Venda responsável de produtos

Os dirigentes sindicais defenderam a assinatura de uma declaração conjunta com o Santander que garanta a venda responsável de produtos financeiros, a exemplo do instrumento firmado com o Comitê de Empresa Europeu e válido para todos os países da zona do euro onde o banco atua.

A reivindicação dos bancários está sendo discutida atualmente nas negociações com o banco para a renovação do acordo aditivo à convenção coletiva dos bancários. Portela ficou de analisar a proposta.

Fonte: Contraf-CUT

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