Diretores do Sindicato discutem problemas sobre sequestros no Bradesco

O Coletivo Estadual do Bradesco esteve reunido nesta quarta-feira 25, na sede da FETEC-CUT/SP para debater os principais problemas dos trabalhadores. Estiveram participando da reunião, os diretores Douglas Yamagata e Sandro Bacan.

A Campanha Nacional de Valorização foi o tema de destaque, com o objetivo de pressionar o banco a retomar as negociações em torno da minuta de reivindicações, a qual reúne, dentre outras, a melhoria das condições de trabalho; mais contratações; fim das metas abusivas e do assédio moral; melhor remuneração; avanços no convênio médico, auxílio educação; Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) justo, transparente e democrático.

Este ano, o tema da Campanha é “Quebra o gelo Bradesco”, já que o banco abriu mil agências em 2011 e desde então, não dá nenhum tipo de promoção para os trabalhadores, com a justificativa de aguardar retorno de lucro dessas agências. “Como o Bradesco pode dizer que está esperando ter retorno, se o lucro do banco não para de aumentar?”, indaga Gheorge Vitti, coordenador do Coletivo Estadual dos Funcionários do Bradesco e membro da COE Nacional. A representação sindical também quer a reabertura das negociações, que estão congeladas pelo banco, com a inclusão de mesas temáticas.

Outro problema enfrentado pelos trabalhadores é o convênio médico, muito aquém das suas necessidades: o convênio não tem cobertura para atendimento psicológico, psiquiátrico nem fonoaudiológico, e no interior do estado seus participantes sofrem com a falta de profissionais, hospitais, laboratórios e clínicas no quadro de credenciados, além da precarização do plano odontológico. “O convênio é um problema nacional. Vamos fazer um levantamento em toda a base da FETEC-CUT/SP para saber quais os problemas no Estado”, afirma Crislaine Bertazzi, diretora da federação cutista.

Os diretores do Sindicato de Jundiaí, colocaram a preocupação com os sequestros de famílias de bancários ocorridos em menos de um ano. “Já são dois sequestros de famílias de bancários em menos de dois anos, onde os bancários pagaram os sequestro e foram demitidos por justa causa, cuja argumentação do banco é descumprimento do normativo interno. Alertamos os bancários para que nunca fiquem com todas as senhas ou chaves do cofre, uma vez que essa é uma argumentação que vem sendo utilizada pelo banco para demitir por justa causa.” – ressalta Douglas Yamagata, diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco.

Na última terça-feira (24/04), os diretores do Sindicato já haviam participado de reunião com representante do departamento de Recursos Humanos do Bradesco, onde foi discutida a questão de segurança, além de outros assuntos, como a falta de funcionários e a abertura de novas agências.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região com informações da Fetec/CUT-SP

Compartilhe!

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email