Caixa promete esforço para aumentar o quadro de empregados

A CAIXA se comprometeu, em reunião realizada nesta quinta feira, 25/05, em realizar uma força-tarefa para contratar empregados a partir de junho. Os empregados querem que se eleve o quadro para 92 mil, conforme prevê o acordo coletivo 2011/20112. Para atingir esse número, no final de 2011 faltavam cinco mil empregados.

Leia a matéria.

CAIXA PROMETE FORÇA-TAREFA PARA ATENDER COBRANÇA DA CONTRAF/CUT POR CONTRATAÇÕES

FENAE – 24/05/2012

Em rodada de negociação realizada nesta quinta-feira, em Brasília, a Caixa Econômica Federal comprometeu-se junto às representações dos empregados com a realização de uma força-tarefa para intensificar a contratação de pessoal a partir de junho. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) cobra da empresa a elevação do seu quadro de empregados para o patamar de 92 mil, conforme prevê o acordo coletivo 2011/20112. 

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa), instância de assessoramento da Contraf/CUT na mesa de negociações, demonstrou a necessidade da força-tarefa para contratações ao apontar a grande defasagem do quadro de pessoal em relação ao que ficou acordado na última campanha salarial. No final de 2011, esse objetivo de 92 mil empregados implicava em cinco mil novas contratações, número que ainda está longe de ser atingido. 

A CEE-Caixa destacou que a carência por mão de obra e, por consequência, a sobrecarga de trabalho na empresa cresceram ainda mais ao longo deste ano, dado o forte aumento da demanda, sobretudo a advinda das políticas governamentais. A representação dos empregados lembrou, inclusive, que no fechamento do acordo coletivo a Caixa não só assumiu o compromisso de atingir 92 mil empregados como revelou também que já havia autorização dos órgãos governamentais para atingir o patamar de 99 mil até o final de 2013. 

A rodada de negociação desta quinta-feira tratou ainda de Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), promoção por mérito, Ret-PV, Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) e trabalho sábados domingos e feriados. 

Em relação ao Sipon, os representantes dos empregados cobraram agilidade na solução dos problemas no funcionamento do login único e condenaram a utilização do sistema de ponto para registro de horas negativas. 

A interpretação da CEE-Caixa é de que o registro de hora negativa significa fazer com que o empregado fique em dívida com a empresa e se sujeite a fazer o pagamento conforme a conveniência do gestor. “A cláusula do acordo coletivo que trata de compensação de hora extra não prevê a possibilidade de hora negativa e não há qualquer outro dispositivo legal que admita o trabalhador contrair esse tipo de dívida com o empregador”, ressaltou o diretor da Contraf-CUT, Plínio Pavão. 

Os representantes da Caixa ficaram de apresentar resposta sobre as horas negativas até a próxima rodada de negociação. Os bancários frisaram que o assunto vem sendo discutido há bastante tempo e exige proposta conclusiva por parte da empresa. 

Quanto ao login único, a Caixa informou que a área de tecnologia está providenciando as adaptações necessárias e que, em breve, voltará a funcionar. 

Na discussão sobre as regras da avaliação para promoção por mérito no ano base 2012, a Caixa criou impasse ao insistir na exigência de que o empregado complete 365 dias de empresa para ter direito a participar do processo. A Contraf-CUT defendeu a regra que vigorou nos últimos anos, de 180 dias como prazo mínimo para que o empregado possa ser avaliado e promovido. 

Os representantes dos empregados alertaram a empresa para o fato de que a tentativa de mudar a regra poderá inviabilizar todo o processo da promoção por mérito. “Não vamos admitir esse retrocesso que a Caixa está tentando nos impor”, frisou Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE-Caixa. O debate foi encerrado com a declaração da Caixa de que fará nova apreciação do assunto. 

Sobre as Ret/PV, os problemas apontados pelas representações dos empregados foram a manutenção das rotinas inadequadas e do excesso de trabalho. A Caixa reconheceu a carência de pessoal e disse que já ocorreram contratações, mas não em quantidade suficiente para suprir sequer as 418 vagas com as quais a empresa havia se comprometido. A alegação é de que já não há mais banco de habilitados em vários estados. O compromisso é de completar as contratações até junho e de promover também a adequação das instalações para, em seguida, redimensionar as necessidades da área. 

Sobre as CCVs, a Caixa informou que o impedimento à adesão de sindicatos que patrocinam ações coletivas foi provocado por desencontro de informação e que não está mais ocorrendo. A CEE-Caixa cobrou transparência na metodologia dos cálculos na apuração dos valores das indenizações. Frisou ainda que os valores calculados estão aquém do que deveriam ser. 

As representações dos empregados manifestaram total reprovação à convocação para o trabalho no dia 12 de maio, medida que consideraram mera peça marketing da empresa. Exigiram pagamento de todas as horas decorrentes de tal iniciativa. Cobraram também respeito à jornada e pagamento de todas as horas extras praticadas nos feirões, independente das funções dos empregados que foram convocados para o trabalho.

Fonte: Fenag

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