Caixa Federal frustra empregados na 1ª negociação

Caixa Federal frustra empregados na 1ª negociação

Na primeira rodada de negociação específica da campanha nacional, a direção da Caixa Federal manteve posição de intransigência e rejeitou a maioria das reivindicações dos empregados como isonomia entre novos e antigos trabalhadores, pagamento do vale-alimentação aos aposentados, fim do voto de Minerva na Funcef e a definição de critérios para descomissionamento.

Na reunião realizada na sexta 10, em Brasília, os primeiros pontos debatidos foram relacionados ao fundo de pensão. Os empregados cobraram solução para o contencioso jurídico, problema que vem se agravando a cada dia, por conta do elevado número de ações judiciais contra a Fundação, mas que, na verdade, são de responsabilidade da patrocinadora, uma vez que foram originados pela política de recursos humanos da Caixa, como a cobrança do Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado (CTVA).

Os representantes dos trabalhadores propuseram a criação de comissão paritária para debater soluções para o contencioso jurídico, proposta que não foi aceita pela empresa. A Caixa também rejeitou reivindicação para acabar com o voto de Minerva na Funcef, que confere à patrocinadora poder de decidir sobre um assunto em caso de empate na votação entre os integrantes do colegiado, composto por empregados eleitos e indicados pela instituição financeira. Segundo os representantes da empresa, o voto de Minerva está previsto em lei e no estatuto do fundo de pensão.

Também em relação à Funcef, a Caixa concordou apenas com a manutenção da campanha permanente de filiação, que vem sendo realizada conjuntamente com a Fundação e entidades sindicais e associativas.

Isonomia – Os dirigentes sindicais cobraram equiparação de direitos de todos empregados em relação à licença-prêmio e ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS). A empresa não aceitou a proposta.

Eleição – Foi cobrada mudança no estatuto da Caixa, que prevê que somente os gestores possam ser candidatos a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da empresa. Os dirigentes reafirmaram que esse critério é restritivo, excluindo quase 90% dos empregados do processo eleitoral. A empresa alegou que essa alteração não foi aprovada pelo Conselho de Administração e que irá levar a reivindicação dos trabalhadores para a direção da Caixa.

Carreira – Os trabalhadores cobraram ajustes no formato do Processo Seletivo Interno (PSI). Eles reconhecem a importância desse instrumento para encarreiramento, mas reivindicam transparência nos critérios e universalização das participações.

As entidades sindicais cobraram atenção especial para a área de tecnologia, com a criação de cargos e funções específicas de TI com remuneração compatível com o mercado e outros órgãos públicos, implantação da proposta de carreira no segmento, que mantenha a possibilidade de seis horas nas funções técnica e técnico-gerencial e migração para as novas funções sem PSI. A empresa informou que está desenvolvendo proposta de reestruturação da carreira, mas não estabeleceu prazo para conclusão desse trabalho.

Contratação – A Caixa reassumiu o compromisso, firmado no acordo coletivo 2011, de  ampliar seu quadro de pessoal para 92 mil empregados até 31 de dezembro deste ano. Para os dirigentes sindicais o nível de contratações não tem acompanhado o ritmo de abertura de novas agências em todo o país, gerando sobrecarga de trabalho.

“A intransigência da Caixa só muda com a mobilização dos empregados ao lado da categoria. Por isso é importante que todos se envolvam nas manifestações que estão sendo realizados pelo Sindicato”, afirma a dirigente sindical Jackeline Machado.

A negociação seguinte com a Caixa será na sexta-feira 17.

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