Brasil responde por 25% do lucro mundial do Santander no 1º semestre

O Santander anunciou nesta quarta-feira, dia 27, os resultados mundiais do banco no primeiro semestre. O lucro do Santander Brasil teve alta de 7,6% nos primeiros seis meses do ano, atingindo 1,381 bilhão de euros, respondendo por 25% do resultado do grupo no planeta.

Pelo balanço apurado segundo o padrão internacional IFRS, o Santander Brasil teve lucro líquido de R$ 2,083 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que representa aumento de 18% em relação a igual intervalo do ano passado. Assim, no primeiro semestre, o lucro foi de R$ 4,154 bilhões, com crescimento de 17,7% frente ao mesmo período de 2010.

“Com esse crescimento vigoroso do banco no Brasil, os trabalhadores brasileiros esperam respeito e valorização nas negociações que se avizinham para o novo aditivo do banco espanhol à convenção coletiva dos bancários, como forma de recompensar o empenho e a dedicação pelos resultados atingidos”, afirma o funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. “Queremos que o Santander respeite o Brasil e os brasileiros”. 

A América Latina voltou a ser o principal motor do grupo, com aumento do lucro líquido de 15,8% na região no primeiro semestre, para 2,457 bilhões de euros, representando 44% do lucro total do grupo. 

Já o desempenho no mundo apontou queda de 21% no lucro do primeiro semestre, abaixo da expectativa de analistas. O ganho de 3,501 bilhões de euros foi afetado por provisões extraordinárias de 620 milhões de euros no Reino Unido. 
O Santander reiterou que espera fechar 2011 com lucro recorrente próximo ao do ano passado, mantendo o dividendo em 0,6 euro por ação. 

O lucro recorrente do maior banco da zona do euro ficou em 4,121 bilhões de euros no primeiro semestre, resultado 7,3% menor que em igual etapa de 2010. 

REINO UNIDO 

As provisões no Reino Unido serão para cobrir eventuais reclamações por seguros vendidos, informou o banco, que segue medidas similares a tomadas por instituições financeiras britânicas como Barclays, Llodys e RBS no primeiro trimestre. 

“Se vão seguir adiante com o plano de abrir o capital da filial britânica, é claro que querem sanar o balanço, mas isso não responde a pergunta de por que não fizeram isso junto com os outros bancos”, disse o analista Neil Smith, do West LB. 

Na Bolsa de Madri, as ações do Santander recuavam 2,5 por cento por volta das 7h (horário de Brasília). 

BRASIL

A carteira de crédito do banco cresceu 17% no semestre, para R$ 171,38 bilhões. O segmento de crédito que mais avançou foi o de empréstimos a pequenas e médias empresas, que cresceu 27,7% em relação ao mesmo período do ano passado, seguido de crédito à pessoa física, que aumentou 23,4% na mesma comparação.

A chamada carteira de crédito ampliada, que inclui compra de carteiras e outras operações com risco de crédito, avançou 18,5% de janeiro a junho, alcançando R$ 184,36 bilhões.

Já o índice de inadimplência ficou em 6,7% no semestre, variação de 0,1 ponto percentual em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Os ativos totais do banco espanhol no Brasil cresceram 6% entre o primeiro e o segundo trimestres do ano, indo para R$ 406,87 bilhões. Na comparação com o primeiro semestre do ano passado, o crescimento dos ativos totais foi de 17,2%.

As despesas de provisão para o crédito de liquidação duvidosa tiveram forte recuo entre o primeiro semestre deste ano e o de 2010: de 11,3%, para R$ 4,36 bilhões. Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres de 2011, esse item subiu 11,8%, para R$ 2,3 bilhões.

O índice de Basileia do Santander Brasi, excluindo ágio, estava em 21,4% no fim do segundo trimestre, 1,3 ponto percentual menor do que no final do primeiro trimestre deste ano, quando marcava 22,7%.


Fonte: Contraf-CUT com Folha.com, Reuters e G1

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