BB é condenado por assédio moral

Funcionária da ouvidoria da instituição financeira venceu ação de R$ 600 mil em primeira instância no TRT de Brasília; banco recorreu ao TST

São Paulo – O Banco do Brasil foi condenado a pagar R$ 600 mil de indenização a uma funcionária vítima de assédio moral no local de trabalho, justamente no setor de ouvidoria, que segundo o site da instituição financeira “evidencia que o banco valoriza a opinião do cliente e da sociedade, razão de existir de qualquer empresa”.

Para o juiz Márcio Roberto Andrade Brito, da 1ª Vara do Trabalho de Brasília, ficou comprovado que o BB, ao saber das queixas contra a gerente daquele departamento, não tomou as providências necessárias para resolver a situação. O entendimento do juiz é que ordens confusas, cobranças desmedidas, excesso de tarefas e o fato de ser ignorada impõem pressão desnecessária ao trabalhador.

No processo, a defesa da vítima ressalta que “empregados com o perfil exigido para a ouvidoria do banco, normalmente, sentem orgulho de trabalhar na instituição” e que esses trabalhadores “servem de medição da qualidade dos serviços do banco, ou seja, que cuida do relacionamento do banco com seus clientes e funcionários”. Para a defesa, a prática de assédio moral contra um funcionário deste canal de comunicação da instituição financeira assume um nível de gravidade considerável, fere o orgulho dos empregados e também coloca em risco a imagem do banco e a qualidade do serviço.

A gerente do BB, responsável pelo assédio, defendia, em palestras, o papel do ombudsman, que “humaniza e personaliza o atendimento e, ao mesmo tempo, possibilita a interação da organização com o ambiente, consolidando sua imagem junto à sociedade”. Entretanto, segundo o processo, essa gerente humilhava seus subordinados, sobrecarregava a funcionária apenas para mostrar que ela não tinha competência.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o banco já decorreu da decisão no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Redação com informações do Conjur

Fonte: Fetec/CUT-SP

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