Banqueiro chorão só diz não!

Banqueiros dizem NÃO e ainda querem retirar direitos PDF Imprimir E-mail
FETEC/CUT-SP   
16 /09 / 2008

Muito enfrentamento e nenhum avanço efetivo. Essa é a avaliação do Comando Nacional dos Bancários após o término da quinta rodada de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), ocorrida nesta terça-feira, dia 16 de setembro, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

Com uma postura intransigente os negociadores da Fenaban disseram NÃO para todas as reivindicações prioritárias da categoria bancária no que se refere aos eixos de Saúde e Condições de Trabalho, Igualdade de Oportunidades e Emprego.

Saúde e Condições de Trabalho - Isonomia de tratamento entre bancários afastados por motivos de saúde e os ativos é considerada uma reivindicação antiga da categoria, e mais uma vez foi rejeitada pelos bancos. Assim como: o pagamento adicional por insalubridade e por periculosidade, proporcional ao salário – e não ao salário mínimo como é hoje; que o intervalo para atividades repetitivas seja estendido a todos os bancários que exercem atividade repetitiva e não apenas para digitadores; e que para os trabalhadores afastados por acidente de trabalho todo o tratamento seja custeado pela empresa, inclusive o medicamentoso e as terapias alternativas.

Igualdade de Oportunidade – Os banqueiros também negaram a ampliação da licença maternidade para 180 dias, alegando que vão aguardar a lei entrar em vigor em 2010. Pois, segundo eles, essa discussão ainda é prematura. Da mesma forma, os bancos negaram o debate sobre isonomia de tratamento para homoafetivos, justificando que tal benefício bate de frente com os planos de saúde. Promoção da igualdade de oportunidade para todos e todas e a contratação de trabalhadores com deficiência foram outros debates que os patrões se recusaram a negociar.

Emprego – Numa demonstração clara de enfrentamento, a Fenaban afirmou aos representantes dos trabalhadores que os temas ligados à Emprego não seriam discutidos na mesa de negociação porque não é tarefa da Convenção Coletiva encontrar mecanismo de proteção do emprego.

Auxílio-educação - Num ridículo jogo de empurra, os banqueiros também disseram que o auxílio-educação é uma questão que deve ser resolvida banco a banco. Graças ao esforço do movimento sindical, Itaú, Safra, Caixa Federal, Banco do Brasil, Santander, Unibanco, HSBC já mantêm bolsas de estudos para os bancários. Mas outros bancos, que se recusam a pagar, dizem que o debate deve ser feito com a Fenaban.

Não bastasse a inflexibilidade da Fenaban perante as reivindicações dos trabalhadores, os negociadores ainda tiveram a desfaçatez de propor a retirada de direitos, tais como: vale-transporte, auxílio creche e aposentadoria.

Como resposta a essa postura descabida dos banqueiros, os trabalhadores devem atender ao chamado de seus sindicatos nas atividades de mobilização que estão sendo organizadas”, afirma Sebastião Geraldo Cardozo, presidente da FETEC/CUT-SP.

Cláusulas econômicas

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação dos bancos (Fenaban) voltam à mesa de negociação nesta quarta-feira, 17 de setembro, quando serão discutidas as reivindicações econômicas.

Conforme programação definida nesta terça, as discussões comecem com o grupo de trabalho bipartite para debater, exclusivamente, o modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A PLR reivindicada é de três salários mais valor fixo de R$ 3.500, sem teto, nem limitador.

Os bancários também querem aumento de 13,23% (inflação mais aumento real de 5%), vale alimentação e auxílio-creche de R$ 415; e vale-refeição de R$ 17,50 por dia.

Michele Amorim

 

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