A 16ª Conferência Estadual dos Bancários foi realizada no último sábado, 19, em São Paulo com a participação dos 15 sindicatos filiados a FETEC-CUT/SP. O encontro foi importante para definir as propostas que serão levadas para a Conferência Nacional no próximo final de semana em Atibaia,quando, então, serão aprovados os eixos e estratégias para a Campanha Nacional 2014.
Com participação de 336 delegados do Estado de SP, sendo 213 homens e 123 mulheres, a 16ª Conferência apontou como prioritária a luta por valorização profissional e por melhores condiçôes de trabalho, com mais saúde, segurança e qualidade de vida aos trabalhadores dos bancos.
A diretoria de Jundiaí acompanhou os debates e colaborou com a pauta a partir da consulta realizada na base com os trabalhadores bancários. No total a consulta no âmbito estadual contou com a participação de mais de 10 mil trabalhadores. “Nossos avanços e conquistas só tem acontecido pelos trabalhos nas bases com sintonia com o trabalhador”, diz Luis César de Freitas, o Alemão, presidente da FETEC-CUT/SP.
Para a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Juvandia Moreira, o ambiente é muito favorável para a categoria conseguir avançar ainda mais. “Estamos diante de lucros bilionários dos bancos e é injustificável o número altíssimo de demissôes no mesmo período. Os bancos tentam justificar o injustificável”, declara a presidenta que foi empossada ao segundo mandato por nada menos do que o presidente Lula, na noite anterior.
Além da pauta de reivindicaçôes que inclui o combate a rotatividade, terceirização, aumento no número de bancários, saúde e segurança e claro o aumento real, os bancários estão unidos neste ano pela reeleição da presidenta Dilma. “Precisamos impedir que o Brasil volte ao retrocesso”, alerta Wagner Freitas, presidente nacional da CUT.
O deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino lembrou dos avanços da categoria após Lula assumir a presidência da República, com mudanças significativas na vida do povo brasileiro a partir de investimentos sociais, criação de empregos (formais e informais), além do avanço na agricultura, indústria e tecnologia. “Hoje o Brasil é o país menos endividado no mundo”, explica o deputado que representa a categoria nas eleiçôes para a Câmara dos Deputados.
Na mesa de autoridades, Jundiaí esteve representado pelo vereador, Paulo Malerba, que se licenciou do Sindicato para disputar as eleiçôes a deputado estadual. Para Malerba o ambiente favorável para a categoria avançar na Campanha é reflexo do legado político econômico social da política adotado por Lula e Dilma nos último 12 anos. “O Brasil é hoje um modelo de política desenvolvimentista contra o capitalismo, que continua intocável no mundo”, informa.
HOMENAGEM
A Confederação Estadual deste ano foi marcada pela homenagem ao ex-ministro Luiz Gushiken, que faleceu em 2013 e deixou um legado incalculável para o movimento sindical, onde foi um dos responsáveis por fundar a CUT e em seguida o PT, além de ter ajudado a fundar o Sindicato de Jundiaí. A viúva e a irmã de Gushiken compareceram à Conferência Estadual para conferir a homenagem prestada pela FETEC.
REIVINDICAÇÕES
Recomposição Salarial: reposição da inflação dos últimos 12 meses, mais 5% de aumento real, PLR de três salários-base mais verbas fixas de natureza salarial, somada de parcela a título de adicional de R$ 5.553,12 corrigido para os parâmetros de 2014; além da valorização do piso da categoria, ampliação do vale cultura, dentre outras reivindicaçôes.
Saúde e condiçôes de trabalho: Intensificação da luta de combate ao assédio moral e aprimoramento da cláusula sobre o fim das metas abusivas, além de garantia de salário ao empregado com benefício indeferido ou cessação do benefício da Previdência Social. Também está sendo sugerida uma nova cláusula na CCT, sobre condiçôes de conforto das agências, bem como a inclusão do 13º auxílio refeição no mês de aniversário do bancário.
Terceirização: As mobilizaçôes devem seguir com as denúncias sobre os projetos que versam sobre a regulamentação da terceirização, flexibilização ou redução de direitos da classe trabalhadora, dentre os quais o Projeto de Lei (PL) 4330.
Defesa da Campanha Nacional Unificada com mesa única de negociaçôes, além do envolvimento da sociedade.
Fortalecimento das campanhas em defesa do plebiscito da reforma política e democratização da mídia.