Bancários comemoram seu dia

Bancários comemoram seu dia

Data marca início de uma das maiores greves da categoria, em 28 de agosto de 1951

São Paulo – Os bancários, protagonistas de uma das mais organizadas categorias de trabalhadores no Brasil, comemoram seu dia nesta terça-feira 28. A data marca a realização de uma assembleia histórica na capital paulista, em 1951, que deflagrou a mais forte greve dos trabalhadores do setor financeiro até então.

Os bancários exigiam reajuste de 40%, salário mínimo profissional e adicional por tempo de serviço. Mas diante da intransigência dos banqueiros, que ofereceram apenas o reajuste da inflação na época, cruzaram os braços por 69 dias em São Paulo, enfrentando a pressão dos patrões e a repressão do Dops (Departamento de Ordem Política e Social). A greve acabou vitoriosa quando, em 5 de novembro, a Justiça concedeu reajuste de 31%. É em homenagem à coragem desse movimento que em 28 de agosto foi instituído o Dia do Bancário.

Na verdade, a trajetória da categoria é uma história de lutas contínuas. Antes da greve de 1951 já tinham ocorrido outras mobilizações e tantas outras mais aconteceriam nos anos seguintes. A forte organização dos bancários resultou em conquistas como a jornada de seis horas, participação nos lucros e resultados, auxílios como os vales alimentação e refeição e em uma vitória pioneira entre os movimentos sindicais do país: a instituição, em 1992, de uma Convenção Coletiva de Trabalho válida em todo o Brasil. A partir desse ano, bancários de todo o país passaram a usufruir dos mesmos direitos e a luta da categoria tornou-se nacional.

Mas o protagonismo dos bancários vai além das conquistas trabalhistas. A categoria teve participação ativa na construção política do país e na conquista da democracia, resistindo à ditadura, aderindo à campanha pelas Diretas Já, e engrossando greves e mobilizações de trabalhadores em todo o país por mais direitos e cidadania.

“É isso que comemoramos hoje. A história de uma categoria que, mobilizada, contribui para a formação do país e que luta por uma sociedade com maior distribuição de renda e justiça social. Os desafios ainda são grandes, por isso precisamos estar cada vez mais unidos e organizados, mas pelo caminho já percorrido até hoje, todos os bancários estão de parabéns”

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