Aumentam reclamações sobre falta de médicos e hospitais credenciados ao Saúde Caixa

“Algumas diretrizes, como a CGPAR 23, afetam não só o Saúde Caixa, mas os planos de saúde de todas as estatais. Existe, inclusive, questionamento na Justiça e no Congresso sobre estas determinações”, informa o diretor-presidente da Apcef/SP e membro do GT Saúde Caixa, Leonardo Quadros.

 

A Apcef/SP tem recebido diversas reclamações sobre o Saúde Caixa nos últimos meses, principalmente referentes à redução de hospitais e médicos credenciados.

Em março, a Apcef/SP cobrou da Gipes respostas sobre a redução no número de hospitais na Baixada Santista e em Mogi das Cruzes, mas não obteve resposta alguma. “Está muito difícil em Mogi. O único hospital particular que estava atendendo era o Santana (Notre Dame). Mesmo assim, quando ainda atendia, precisei de um atendimento emergencial para minha filha e quando cheguei lá descobri que não tinha pronto atendimento pediátrico. Tivemos de ir até São Paulo para sermos atendidos”, contou um empregado da Caixa.

Na Baixada Santista, a negociação para o credenciamento de hospitais estende-se há mais de um ano, sem que haja perspectiva para a finalização do processo, entre eles, do Hospital São Lucas. Em Araraquara, não há pediatras credenciados.

Precarização do plano – “Estes não são os únicos problemas que os empregados da Caixa enfrentam. Temos informações de que a Caixa tem atrasado o repasse a importantes hospitais em outros estados”, contou o membro eleito do Conselho de Usuários do Saúde Caixa, Francisco Pugliesi. “Em um banco conhecido por ser o banco da matemática, essa não parece uma ação casual, mas algo orquestrado e proposital, como forma de colocar em prática a política de desmonte do plano de saúde de Pedro Guimarães”, completou.

A Caixa já deixou claro que pretende cumprir integralmente as diretrizes impostas pelo governo e pela direção do banco, que retiram direitos dos empregados. Uma delas é a alteração no Estatuto da Caixa, que impõe um teto de 6,5% da folha com despesas assistenciais e administrativas.

A outra é a CGPAR 23: dentre as restrições que podem inviabilizar a existência dos planos de saúde das estatais, a resolução determina um percentual máximo de 50% de contribuição da Caixa no custeio do plano, alterando o formato atual, que é de 70%/30%.

“Algumas diretrizes, como a CGPAR 23, afetam não só o Saúde Caixa, mas os planos de saúde de todas as estatais. Existe, inclusive, questionamento na Justiça e no Congresso sobre estas determinações. Por isso, ressaltamos que o engajamento dos empregados é determinante para mudar este cenário e manter o Saúde Caixa, que é uma das maiores conquistas dos empregados”, explicou o diretor-presidente da Apcef/SP e membro do GT Saúde Caixa, Leonardo Quadros.

“O melhor benefício que uma empresa pode oferecer para o trabalhador é dar assistência à saúde. E o Saúde Caixa foi crescendo e melhorando ao longo dos anos, fruto de muita mobilização, e é preciso, novamente, a mobilização de todos para que se mantenha o modelo de custeio e os princípios básicos do plano, como o mutualismo, o pacto intergeracional e a solidariedade”, avaliou Albucacis de Castro Pereira, médico consultor da CEE/Caixa e da Fenae.

Fonte APCEF/SP

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