Após mobilização, Itaú marca negociação sobre horário ampliado nesta quinta

 

Após mobilização, Itaú marca negociação sobre horário ampliado nesta quinta

 
Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São Paulo Em São Paulo, bancários paralisaram 15 agências na região da Paulista

A mobilização do movimento sindical contra a decisão unilateral do Itaú de ampliar o horário de agências até as 20h surtiu efeito. O banco agendou nesta segunda-feira (10) uma negociação com a Contraf-CUT para a próxima quinta-feira (13), às 9h, em São Paulo, para discutir o assunto.

Houve manifestações em diversas capitais, como São Paulo e Brasília. A medida está em vigor desde o dia 27 de agosto. A maior parte das unidades está localizada em shoppings e corredores mais movimentados de grandes cidades. O objetivo do banco é chegar a 1,5 mil agências com horários ampliados em todo o país.

A Contraf-CUT não concorda com a ampliação do horário de expediente. “Não existe demanda da sociedade para fazer essa mudança. Mais uma vez, o Itaú foca o crescimento do lucro, sem atentar para o aumento do ritmo de trabalho que a medida ocasiona e coloca em risco a vida de seus funcionários e clientes, uma vez que à noite existe mais insegurança. Isso mostra o descompromisso cada vez maior do Itaú com os trabalhadores e a sociedade”, critica o funcionário do banco e presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

“Se o Itaú quer ampliar o horário de atendimento, ele deveria atender a reivindicação histórica dos bancários, que é o expediente ao público das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho, como forma de estender a prestação de serviços aos clientes, gerar mais empregos e melhorar as condições de trabalho”, defende Cordeiro.

O banco lucrou no primeiro semestre de 2012 o montante de R$ 7,12 bilhões e, mesmo assim, fechou mais de 9.014 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses. “Está na hora de o Itaú entrar no campo do desenvolvimento econômico e jogar bola para gerar empregos e contribuir com a inclusão social de milhões de brasileiros”, conclui Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT

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