Jundiaí já conta com 15 Promotoras Legais Populares

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Jundiaí agora conta com 15 Promotoras Legais Populares certificadas. Elas vão atuar nas comunidades em que vivem realizando trabalhos em redes abordando temas como violência contra a mulher, desigualdade, direitos sexuais, organização do Estado e da Justiça, Lei Maria da Penha e o trabalho em rede.

Por nove meses essas mulheres participaram de um curso, sediado no Sindicato dos Bancários, com o objetivo de estimular a participação política e cidadã das mulheres para que sejam protagonistas no enfrentamento às desigualdades de gênero. “Debatemos temas que contribuem para uma formação crítica sobre nossa realidade social e buscamos reconhecer tanto as violências específicas sofridas pelas mulheres como as políticas públicas para enfrentar essas situações”, diz a socióloga Danielle Tega, integrante do Grupo Promotoras.

Para a psicóloga Cintia Tonetti, o curso a ajudou a se identificar como feminista e entender os pequenos comportamentos machistas intrínsecos da nossa sociedade. “Como psicóloga, muitas vezes me deparo com mulheres que têm dificuldades relacionadas ao seu espaço na sociedade. Agora me sinto mais capacitada no sentido de entender essa questão não só no aspecto emocional, mas também social e legal, podendo ter novas abordagens no meu ambiente de trabalho”.

Cintia acredita ser de suma importância conscientizar as mulheres sobre seus diteitos para que conquistem seu lugar. “Essa uma das propostas do curso, para que nós, promotoras sejamos multiplicadoras de conhecimento e empoderamento”.

Aline Sobral, que também é PLP, diz que a proposta do curso não só beneficia as mulheres, mas contribui para a desmistificação imposta pelo patriarcado de que as mulheres são rivais.  “Empoderar uma mulher é restabelecer o papel dela como ponto principal de cultura, de poder e de saber”.

O curso proporcionou o convívio entre mulheres de diversas áreas, incluindo trabalhadoras, estudantes e militantes de movimentos sociais, possibilitando a todas conhecer e respeitar as diferenças entre elas e a lutar contra as desigualdades sociais, como o machismo, racismo e lgbtfobia.

A socióloga Danielle Tega ressalta que o apoio do Sindicato dos Bancários foi fundamental para o desenvolvimento do curso. “A entidade nos ofereceu toda infraestrutura para que nosso projeto ocorresse, inclusive com espaço para crianças, permitindo que mães também pudessem participar”.

fonte: seeb Jundiaí