Jornal confirma: Bradesco demite e fecha agências para aumentar lucro

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Funcionários ficam sobrecarregados; clientes têm menos postos de atendimento e precisam esperar mais tempo nas filas

Uma reportagem publicada no jornal Valor Econômico na sexta-feira (3) atesta as afirmações do movimento sindical de que o Bradesco, assim como os demais bancos que atuam no país, tem usado a estratégia da redução de pessoal e de postos de atendimento para aumentar ainda mais seus lucros já astronômicos. O banco obteve um Lucro Líquido Ajustado de R$ 14,162 bilhões nos nove primeiros meses de 2017. O número representa um crescimento de 11,2%, em relação ao mesmo período de 2016 e de 2,3% no trimestre.

(leia mais sobre o lucro do Bradesco).

Segundo o jornal, o banco fechou 223 agências somente no terceiro trimestre de 2017, reduzindo sua rede para 4.845 unidades no final de setembro. Após a incorporação do HSBC, em setembro de 2016, o banco chegou a ter 5.337 agências.

A reportagem informa ainda que Alexandre Glüher, vice-presidente responsável pelas áreas de relações com investidores e gestão de riscos do banco, disse que “os ajustes continuarão a ocorrer para ajustar a estrutura à necessidade dos clientes”.

Demissões
Além de fechar unidades, a redução do quadro de pessoal também faz parte desses “ajustes”. A holding encerrou setembro de 2017 com uma redução expressiva de 9.234 postos de trabalho em relação ao mesmo mês no ano passado, apesar da incorporação dos trabalhadores HSBC, que tinha aproximadamente 20 mil trabalhadores. Atualmente, o quadro de funcionários conta com 100.622 empregados.

O banco anunciou, em julho de 2017, um Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE) e o saldo pode cair ainda mais até dezembro de 2017, tendo em vista que no plano há o prazo de até 180 para o efetivo desligamento. O jornal informa que o PDVE contou com 7,4 mil adesões e que o banco deve economizar R$ 1,5 bilhão por ano somente com essa redução de funcionários.

Quando houve a incorporação do HSBC, o banco prometeu que não fecharia agências. O fechamento de agências e a redução de pessoal sobrecarrega os funcionários que permanecem e prejudica os clientes, que tem menos postos de atendimento e precisam esperar mais tempo nas filas.

fonte: Contraf-CUT