Escárnio: Temer demite 10 ministros para se salvar de investigação

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Ministros terão a missão de votar contra o povo brasileiro, que quer ver Temer investigado pelas propinas pagas pela JBS.

 

 O presidente Michel Temer exonerou 10 ministros que também são deputados para que votem contra o pedido de abertura de processo contra si no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, uma medida já esperada que faz parte da estratégia do governo para barrar o avanço da denúncia por crime de corrupção passiva.

Foram exonerados os ministros da Secretaria de Governo, Educação, Cidades, Minas e Energia, Desenvolvimento Social, Esporte, Meio Ambiente, Trabalho, Turismo e Transportes, de acordo com publicações no Diário Oficial da União.

Para que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar a denúncia contra o presidente por corrupção passiva são necessários os votos de 342 dos 513 deputados. O quórum mínimo para o início da votação também foi definido em 342 deputados.

Na noite de terça-feira, a oposição dizia contar com a maioria dos deputados, embora ainda não tivesse angariado os 342 votos necessários para autorizar que o STF julgue a acusação.

O governo, por sua vez, se movimenta para tentar garantir o quórum e ainda virar votos de indecisos a favor do presidente.

Há expectativa de que Temer tenha capital político para sair vencedor da votação, mas o tamanho do apoio ao governo servirá como um termômetro para avaliar se o presidente terá força para seguir adiante com sua agenda de reformas.

fonte: Reuters e 247

Pesquisa aponta que apenas 2% da população não quer investigação; 93% querem ver o presidente no banco dos réus

Os partidos que fazem oposição ao governo Temer (PT, PDT, PCdoB, Psol, Rede, PSB, PPN) vão expor os deputados que votarem contra a investigação do presidente como cúmplices. “Temos consciência de que deputado que votar contra a autorização é cúmplice de Temer. Queremos transparência nesta votação e que cada deputado mostre seu rosto, para dizer ao povo brasileiro se é cúmplice dessa corrupção ou se quer que Temer seja investigado”, disse Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Uma pesquisa do Ibope/CNI mostra que o governo tem a aprovação de apenas 5% dos brasileiros. A pesquisa foi realizada antes do anúncio pelo governo do aumento dos combustíveis, medida que pode ter gerado ainda mais desgaste ao governo. Outra pesquisa, realizada pelo VoxPopuli aponta que apenas 2% dos brasileiros não querem o presidente seja investigado; 93% querem a investigação e 5% não souberam responder.

Depois de uma reunião de mais de duas horas, os partidos de oposição decidiram não comparecer ao início da sessão, na parte da manhã. Tal pode dificultar a votação desta quarta-feira, mas também teve o efeito de acirrar as articulações do governo. O presidente está atuando como um candidato em véspera de eleição. Na manhã de terça-feira (1/8), Temer recebeu 11 parlamentares e depois almoçou com integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária. De volta ao Palácio do Planalto, prosseguiu com o “atendimento” aos deputados e ainda teve agenda de jantares e reuniões durante a noite.

As informações são da Rede Brasil Atual.

Fonte: Contraf-CUT