Contraf-CUT produz vídeo sobre história e importância dos bancos públicos

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Como parte da Campanha Nacional em Defesa dos Bancos Públicos, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) produziu vídeo explicando a origem e a história destas instituições e a importância das mesmas para o desenvolvimento econômico e social do país.

“O aceso às universidades foi possível pela existência do ProUni e do Fies; a distribuição de renda foi feita com o Bolsa Família, implementado pela Caixa Econômica Federal; o incentivo à agricultura familiar, o Pnonaf, foi feito porque existe o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste; o sonho da casa própria foi possível pela existência da Caixa. Nenhum desses programas teria sido possível se não existissem bancos públicos”, afirma no vídeo Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.

Em pouco mais de três minutos, o vídeo destaca com animações de uma forma dinâmica a criação do Banco do Brasil, em 1808, da Caixa, em 1861, além dos bancos estaduais e regionais, e do BNDES, que foram importantes no processo de industrialização. Passa pela onda privatista dos governos Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso (1990-2002), pelo retorno ao protagonismo na sustentação da economia a partir de 2003 e depois da crise de dimensões globais após 2008.

Campanha nacional
A Defesa dos Bancos Públicos é uma das prioridades da Campanha Nacional da Categoria, definidas na 19ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre os dias 28 e 30 de julho de 2017.

O governo Temer está em uma ofensiva contra os bancos públicos. Pretende abrir o capital e dividir o controle da Caixa Econômica Federal, gesto considerado primeiro passo no processo de privatização, além de ter promovido uma drástica redução de pessoal por meio de programas de demissão voluntária e fechamento de unidades. Os demais bancos públicos, como Banco do Brasil, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Banco da Amazônia (Basa), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Badesul de Desenvolvimento também passam por processos de reestruturação, fechamento de agências, além da mudança total do perfil de atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e redução importância da política de fomento de todos os bancos públicos federais. Os bancos públicos estaduais seguem a mesma linha ditada pelo governo federal.

fonte: CONTRAF-CUT